Os homens ainda são maioria no mercado de trabalho e possuem salário
maior que o das mulheres, segundo o Cadastro Central de Empresas 2009
(Cempre), divulgado nesta quarta-feira, 25, pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE). Mas, ao contrário do que ocorria no
passado, o gênero não é mais tão determinante para o sucesso
profissional. O que impulsiona o salário atualmente é o nível de
escolaridade.
Embora os homens ganhassem 24,1% a mais do que as mulheres, segundo a
média nacional, a escolaridade mostrou-se mais determinante para o
nível salarial. Os trabalhadores que tinham curso superior ganhavam um
salário 225% maior do que os que não concluíram a faculdade.
''A informação que consideramos mais importante no estudo foi que
existe ainda uma diferença salarial significativa entre homens e
mulheres no País, e, mais ainda, uma diferença entre as pessoas que
têm nível superior e as que não têm, mostrando a importância da
educação em termos de retornos salariais'', disse Denise Guichard
Freire, gerente do Cempre.
De um montante de 40,2 milhões de trabalhadores assalariados, 33,6
milhões não tinham nível superior (83,5%) contra apenas 6,6 milhões de
pessoas com curso superior (16,5%). No entanto, essa fatia de
trabalhadores que concluíram a faculdade concentrou R$ 310,6 bilhões,
ou 39,7% da massa salarial, enquanto os outros R$ 471,3 bilhões, ou
60,3%, foram distribuídos entre os trabalhadores com menor
escolaridade.
''As diferenças salariais são muito significativas em todos os setores
da atividade econômica, mas principalmente na indústria, muito mais do
que no comércio'', afirmou Denise. O salário médio mensal, em 2009,
foi de R$ 1.540,59 ou 3,3 salários mínimos. Os homens receberam, em
média, R$ 1.682,07, ou 3,6 salários, enquanto que as mulheres
receberam R$ 1.346,16, ou 2,9 salários.
''De uma forma geral a mulher ganha menos, mas como está inserida em
empresas menores, existe também uma relação entre o porte da empresa e
o salário pago. Essas micro e pequenas empresas pagam salários menores
do que as grandes empresas'', completou a gerente do IBGE.
O levantamento foi conduzido com 4,8 milhões de empresas e
organizações, que reuniam 40,2 milhões de assalariados, sendo que 23,4
milhões (58,1%) eram homens e 33,6 milhões (83,5%) não tinham nível
superior.
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