segunda-feira, 27 de outubro de 2008

PRIMAT Projetos, Construções e Incorporações Ltda.

ESTUDO DE CASO/2009:
" O caso Primat faz parte de uma série de casos que prometi postar a leitura valerá a pena pois o amigo leitor se deleitará com a complexidade do tema e a forma e solucões apesentadas"




PRIMAT Projetos, Construções e Incorporações Ltda.


I - SITUAÇÃO EM ANÁLISE




A PRIMAT Instalações de Telefonia Ltda. é uma sociedade por cotas de responsabilidade limitada, que está se consolidando no mercado e está em processo de expansão. Foi fundada no ano de 2000, por Jorge Ferreira Neto e Carlos Santos Melo. Suas atividades tinham como objetivo explorar apenas o mercado de projetos, instalações e manutenção de aparelhos, redes telefônicas.
Em 2004, através de uma pesquisa junto ao mercado imobiliário, perceberam crescimento desse setor para os próximos anos. Vislumbraram então, a possibilidade de investimento nessa área, e decidiram contratar dois Engenheiros Civis, os senhores José Gonçalves Meneses e Marcus de Souza Paiva, que seriam sócios da PRIMAT. A partir de então, mudando sua Razão Social para PRIMAT Projetos, Construções e Incorporações Ltda. Com essa mudança, ficou estabelecido que os sócios compusessem uma diretoria Colegiada - onde as decisões seriam de responsabilidade de todos - como modelo de gestão.
Sua política empresarial é diversificação e integração de diversas áreas.
Sua atual política de gestão de pessoas e processos encontra alguns problemas que deverão ser analisados pelo grupo diretor.

II - ASPECTOS IMPORTANTES NA SITUAÇÃO

As duas áreas de atuação da empresa no mercado demonstram sinais de crescimento, ambas com parcerias, sinalizando constante evolução, e com expectativa ascendente.
A direção colegiada para tomada de decisões em conjunto, que normalmente se mostra eficaz, pois há uma descentralização do poder, não foi suficiente para minimizar os problemas interpessoais, que resultou nas divergências de opiniões, desencadeando desentendimentos e conflitos entre a diretoria, onde cada sócio visava fortalecer sua área de atuação, requerendo maiores investimentos.

As divergências quanto ao caminho a ser tomado, a falta de clareza na visão, missão e valores da organização, e os freqüentes desentendimentos dos sócios, geraram um clima organizacional desfavorável, desalinhando os objetos da empresa e refletindo negativamente na produtividade dos colaboradores, ocasionando desmotivação e falta de credibilidade.
As metas não eram comunicadas aos setores da empresa, que trabalhavam sem o compromisso de atingir uma finalidade pré-estabelecida.
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III – CONCLUSÃO

A melhor estratégia para a PRIMAT seria um realinhamento do foco dos negócios, ou seja, subdividir a empresa em duas áreas distintas e concentrar esforços em cada uma delas, separadamente.
A empresa deve passar por uma total reestruturação.
Foco, comprometimento, clareza, motivação, valores e missão são fatores imprescindíveis para a vida e expectativa de futuro de uma empresa. Quando alguns desses itens estão ausentes, isso logo se reflete no dia-a-dia da organização. É o que podemos avaliar mediante o diagnóstico realizado.
Na diretoria Colegiada, os sócios devem adotar uma postura mais flexível e buscar agilidade na tomada de decisões (TIME), sem deixar que as divergências de opiniões se arrastem fazendo com que se perca o foco e muitas vezes as oportunidades, comprometendo futuros negócios.
A PRIMAT necessita fazer um alinhamento estratégico, definir a tecnologia mais apropriada, definir as diretrizes, políticas organizacionais, rever práticas administrativas.
A implantação da filosofia do BSC (Balanced Scorecard) poderia ser uma boa alternativa, na medida em que acompanha às metas, a sinergia de todos os colaboradores da organização que se volta para o alcance da missão e do crescimento organizacional. Além de servir para articular às estratégias, os indicadores BSC podem ser utilizados para comunicá-las, ajudando no alinhamento de iniciativas individuais, departamentais e setoriais.

Devem fazer a Gestão do Risco, elaborando atitudes prévias, de médio e longo prazo.
(CICLO PDCA).
Sugerimos um Programa de Desenvolvimento Gerencial. Capacitar seus gerentes para que eles se tornem mais que gerentes, mas verdadeiros líderes. Que estes sejam capazes de colocar em prática a Teoria do Caminho-Meta. Este conceito provém da capacidade de um líder esclarecer e traçar o caminho do colaborador para uma meta ou resultado desejado.
Mais do que ”mão” de obra especializada às organizações precisam de “cabeça” de obra especializada, que seja capaz de agregar valor ao negócio.
A implantação de um RH Estratégico que promova ações de reconhecimento e motivação, fazendo com que seus colaboradores sintam-se valorizados e percebam que estão trabalhando em uma empresa que têm objetivos, metas estabelecidas e claras a alcançar.
Investir no capital intelectual, buscando o alinhamento do conhecimento técnico às estratégias do negócio e não somente investir no capital imobilizado.

FLUXO DE INFORMAÇÕES


Mobilização de Pessoas Envolvimento/ Capacitação Desenvolvimento /
Receptividade Co-responsabilidade / Resultados


CICLO CONTÍNUO

Para os próximos dois anos, além das sugestões acima descritas, seria interessante uma estratégia para a empresa PRIMAT: avaliar e considerar a possibilidade de aceitar um quinto sócio, de preferência com visão ampla e sistêmica do gerenciamento de uma empresa e que seria também voto-minerva em futuras decisões.


Equipe.




- Cristiano Amorim.
- Geni Pires.
- Isabel Cristina Mendes.
- Junio da Silva Coelho.
- Marcelo Gary Alves.
- Valéria Rodrigues.




Bibliografia




- Choque do Futuro - Alvin Toffler - Ed. “Livros do Brasil” – Lisboa.


- Instituto Endeavor.


- Wikipédia.


-Administração de Recursos Humanos – Jean Pierre Marras – Ed. Futura.


- Práticas de Recursos Humanos – Ana C. Limongi França – Ed. Atlas

Um comentário:

  1. valeu pela dica, estava precisando de uma ajuda com esse trabalho mesmo

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