quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Minc decide plantar dendê na Amazônia


Acordo selado entre os ministros da Agricultura e do Meio Ambiente permitirá a plantação de dendê e outras espécies exóticas em áreas de recuperação de floresta nativa na Amazônia.

A expectativa é multiplicar o cultivo de oleaginosas destinado à produção de biodiesel na região.

A reportagem é de Marta Salomon e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 19-08-2008."Quem tudo quer tudo perde", disse Carlos Minc (Meio Ambiente) ao confirmar o acordo, atacado por ambientalistas. "Se batermos o pé numa regra muito rígida, continua a área degradada." Ele adianta que metade da área já desmatada poderá ser recuperada por meio de espécies exóticas, mas o acordo ainda será detalhado antes de virar norma legal.

O Ministério da Agricultura estima que a área de cultivo do dendê na Amazônia Legal - de 60 mil hectares hoje - poderá crescer até cem vezes. O cálculo foi feito com base na soma das áreas degradadas e não contabiliza unidades de conservação ou demais áreas protegidas. Segundo ONGs ambientalistas, o movimento na prática muda o Código Florestal e reduz a reserva legal no bioma de 80% para 50%, como prevê projeto de lei de autoria do senador ruralista Flexa Ribeiro (PSDB-BA). O projeto, apelidado de "Floresta Zero" e cujo substitutivo tramita na Câmara, libera produtores para plantarem dendê em vez de floresta na área de reserva legal. A aprovação do projeto na Câmara vinha sendo barrada pelo Meio Ambiente. A então ministra Marina Silva se opunha ao texto. O da Agricultura, Reinhold Stephanes, é favorável a ele. "Esse acordo dá uma sinalização concreta para a bancada ruralista de que agora tem um ministro a mais", disse Paulo Adário, do Greenpeace. Para as ONGs, o dendê, por ser uma monocultura, não cumpre o papel de recuperação da biodiversidade. Pior, há o temor de que o "Floresta Zero" estimule desmatamento além do permitido, já que os produtores poderão aproveitar a área aberta para plantar dendê.

Em nota divulgada na sexta-feira, um grupo de 12 ONGs criticou o acordo, acusando Minc de romper um compromisso -ele disse na sua posse que o governo não permitiria a redução da reserva legal na Amazônia. Minc avalia que o acordo do dendê é produto do "bom senso": "A idéia de recuperar áreas degradadas só com espécies nativas é mais interessante para a biodiversidade, mas não tem estímulo econômico". Ele insiste em que a liberação para o dendê e culturas destinadas ao biodiesel terá como limite metade da área de reposição. Minc e Stephanes já tiveram dois encontros nas últimas semanas, mas a agenda proposta pela Agricultura não chegou nem à metade. Entre os seis acordos selados, está o zoneamento da cana-de-açúcar.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sobre a Moral.


SOBRE A MORAL:

Um coelhinho felpudo estava fazendo suas necessidades matinais quando olha para o lado, e vê um enorme urso fazendo o mesmo.
O urso se vira para ele e diz:


- Hei, coelhinho, você solta pêlos?


O coelhinho, vaidoso e indignado,respondeu:


- De jeito nenhum, venho de uma linhagem muito boa...


Então o urso pegou o coelhinho e limpou o cú com ele.



MORAL DA HISTÓRIA: CUIDADO COM AS RESPOSTAS PRECIPITADAS, PENSE BEM NAS POSSÍVEIS CONSEQÜÊNCIAS ANTES DE RESPONDER!
No dia seguinte, o leão, ao passar pelo urso diz:


- Aí, hein, seu urso! Com toda essa pinta de bravo, fortão, bombado! Te vi ontem, dando o rabo prum coelhinho felpudo। Já contei pra todo mundo!!!


MORAL DA MORAL: VOCÊ PODE ATÉ SACANEAR ALGUÉM, MAS LEMBRE-SE QUE SEMPRE EXISTE ALGUÉM MAIS FILHO DA PUTA QUE VOCÊ!


O problema do Brasil é que, quem elege os governantes não é o pessoal que lê jornal, mas quem limpa o cú com ele!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

UNESCO

Nos albores do século XXI, o mundo está se voltando diante de algunsdos seus problemas fundamentais não resolvidos: liberdade e igualdade,liberdade individual e responsabilidades coletivas, sustentabilidade econtinuidade, papel dos governos, democracia e justiça.
As políticasculturais desempenharão um papel mais importante na abertura deespaços para a interação e a negociação, em todas as áreas.

Tendo em conta tudo o que antecede, ao preparar este segundo mundialsobre cultura se tem estabelecido as seguintes recomendações políticas:


1- As políticas governamentais devem definir o reconhecimentocultural como um direito básico do ser humano. Isso implica considerarque todos os menbros de ums sociedade e de um estado tenham os mesmosdireitos, sempre que respeitem plenamente os direitos dos demais. Alémdisso, toda a cultura que respeite as demais deve ter direito ao mesmoreconhecimento de sua identidade. Todos os estados devem estabelecer alegislação, as instituições e as ações políticas que melhor convenhama tais princípios.


2- A justiça cultural é essencialmente indivisível. Para tanto,deve promover-se como parte dos esforços para alcançar a justiçaeconômica, política e social.


3- O reconhecimento é uma necessidade básica, porém a justiça hojeem dia exige simultâneamente o reconhecimento e a redistribuiçãoeconômica. A desigualdade econômica e marginalização política sãointrinsicamente inimigas da convivência e do desenvolvimento humano. Acapacidade de emancipação tanto do reconhecimento cultural quanto daigualdade político-social deve integrar-se num quadro único e universal.


4- Ao se fazer com que as pessoas se sintam inferiores comoindivíduos e como grupo, se causará grande prejuízo a sua capacidade.Permitir o pleno desenvolvimento da personalidade de cada ser humanoaponta em direção a um enfoque político que se baseia nasnecessidades, nos desejos e nas aspirações das pessoas e que considereestas como agentes autônomos com iniciativa e responsabilidade, maisdo que como objetos passivos da política.


5- As políticas anti-discriminató rias devem incorporar-se àeducação e a todos os programas de governo. Isto afeta as relaçõesformais entre cidadãos e o estado. Porém o reconhecimento da igualdignidade deve se impor, não só nas relações de governo, como tambémconverter-se em parte da vida cotidiana na sociedade. Devedesenvolver- se uma ética da convivência, como pano de fundo de todasas relações sociais.


6- A convivência se baseia no princípio de que todos os sereshumanos tem a mesma capacidade de criar cultura e, portanto, deestabelecer relações cada vez mais emocionais com os outros, às quais,uma vez perdidas, deixam um sentimento de pesar e privação. Opluralismo numa sociedade determinada chega a ser sustentável graças asua capacidade de absorver diferenças novas e imprevisíveis. Captar oque não podemos abranger significa representar a diferença e viver comeste conhecimento.


7- A capacidade do ser humano para sentir empatia e compaixão poroutro vai mais adiante da mera coexistência de grupos etno-culturaisdiferentes e se deve reconhecer como base da convivência humana emtoda sociedade. Estes sentimentos afetam a natureza espiritual maisprofunda de homens e mulheres e se devem reconhecer abertamente nodiscurso social e político sobre uma sociedade mundial.


8- O pluralismo cultural significa conceder aos grupos culturais odireito à diversidade na esfera pública e isso, por sua vez, implicareconhecer certo grau de auto-governo à ditos grupos, quer dizer,compartir soberania, de um modo ou de outro. No entanto, o conjunto dedireitos das minorias pode variar de um país para outro.


9- Para proteger os interesses das minorias, no tocante à cultura,se devem formular as políticas seguintes:

(a) Estabelecer uma soleira de proteçãojurídica que permita as minorias explorar, compartir e transmitir asua cultura; são necessidades as oportunidades de comunicação entreelas.

(b) Proteger as culturas das forças externasque detruiriam seua valores, é essencial que as minorias estejamrepresentadas nos órgãos políticos, especialmente porque os conflitospodem aparecer de forma inesperada.

(c) Transparência na ação de governo,incluídos os mecanismos para garantir o acesso das minorias aos canaisde informação com e desde o governo sobre as políticas que lhesafetem.

(d) Mecanismos que proporcionem às minoriasos instrumentos que lhes permitam defender-se contra os abusos dogoverno: as audiências e as redes jurídicas internacionais podemreduzir o risco de abuso de autoridade por parte do governo.


10- Um equilíbrio entre governo, setor privado e sociedade civilproporciona a base social para a paz, a prosperidade, a democracia e aigualdade. Para se conseguir isto, é necessário criar espaços paraativar de modo contínuo as formas culturais não dominantes, tais comoas que se baseiam nas noções relativas de personalidade e os conceitosmais coletivos ou holísticos de direitos, responsabilidades eorganizações, tanto quanto se respeitem os mesmos direitos aos demais.11- As estratégias educativas devem ter em conta a sua influênciasobre as atitudes sociais e sob a reformulação das identidadespopulares e dominantes, em conjunção com entidades culturaisemergentes de base local tais como os movimentos étnicos. Isto não seaplica somente aos grupos minoritários, mas também a reformulação deidentidades populares em geral.12- A política deve prestar apoio às redes que acreditem em visõesalternativas dos direitos à subsistência, autonomia, economia e tambémà natureza em forma de princípios meio-ambientais que integrem osprocessos humanos e os ecológicos.