sábado, 8 de novembro de 2008

Todos eles têm razão!


Nossos gurus midiáticos têm razão! A crise é inexorável e o único
remédio, única atitude sensata, é dizer para a população:
- "Fujam! Corram para os mercados e comprem tudo o que puderem de bens
indispensáveis! Se puderem, comprem dólares! (ou ouro, euros e ienes,
já que a origem da crise da qual falam tem lugar nos E.Unidos). Não há
saida possível!".

Acalmar o mercado e reduzir as chances de os especuladores ávidos
tomarem de novo as rédeas da economia, nunca! Isso é tentar esconder e
camuflar a verdade!
Melhor incentivar a que todos nós nos joguemos pela janela! O monstro vem aí!!!!

William Waack tem razão! Os geniais "Cassetas" também! Faustão, nem se fala!
Bóris Casoy e Fernando Mitre não se enganam, bem como Clóvis Rossi e
Diogo Mainardi. Todos eles estão certíssimos!! ! Temos que sucumbir à
crise causada pela bolha do mercado imobiliário estadounidense! (mesmo
que não sucumbamos voluntariamente, dizem eles, os efeitos chegarão
inelutavelmente até nós, que, como sempre, pagaremos a conta - então
não adianta mesmo espernear!).

Têm razão o William Bonner, a Fátima Bernardes, o Merval, o André
Trigueiro - e quase ia me esquecendo do nosso bom Jabor! Se ajudamos
bancos e empresas que tiveram, segundo eles, "perdas milionárias",
estamos errados. Se não os ajudarmos, estaremos agindo errado também,
deixando-os falir - em que pese não termos criado a referida crise ou
permitido que a mesma florescesse em! Estamos e estaremos sempre
errados! Errados e f ...........

Ah, sim: todas as oposições políticas ao governo atual também estão certíssimas:
o governo brasileiro tem o dom da falibilidade permanente, assim
sendo, qualquer ação no sentido de minimizar ou tentar atenuar os
efeitos da propalada (esperada e almejada) crise no país estará
infalivelmente errada, e ficar parados também! O único remédio é
"dançar um tango argentino", como diria Bandeira ...

F.Prieto
p.s. Se não houvesse a 'crise da bolha', haveria outra (um dossiê
aqui, um apagão ali, estão comendo todo, todo o meu fubá ...)