
Essa entrevista durou uma semana Elizeu respondia aos meus e-mails, e nesse fim de semana decidi visitá-lo, observei ele preparar o seu e só seu “marrom elizeu” cor que eu nomeei ha tempos atrás, o resultado foi uma conversa para lá de empreendedora, Elizeu revelou o seu lado intelectual, mostrou que está antenado com as tendências do seu ramo de atividade e afirmou o bordão que dinheiro não traz felicidade.
O primeiro bate-papo foi em 2002, publicado no Jornal no GESC Grêmio Estudantil do Colégio São Cristovão. Seis anos depois, tenho o privilégio de entrevistar mais uma vez o promissor desenhista, cartunista, professor enfim o artista Elizeu Soares Nascimento.
Poucos produtos têm o privilégio de serem reconhecidos à distância, ou até mesmo de perto, sem que uma marca esteja estampada neles. É preciso ser muito especial para que se atinja esse patamar, uma honra e tanto. Pois bem Elizeu conseguiu esse feito na comunidade, suas obras são facilmente reconhecidas pelos moradores.
É difícil explicar exatamente o que é, mas quem tem um “convívio básico” com suas obras e um mínimo de olho clínico, é capaz de associá-las a esse que é o maior Artista Plástico de Queimados/RJ.
Tudo começou no fim do ano de 99 , ele mesmo não consegue precisar quandoMas o detalhe é que além de ter 16 anos na época ele é um visionário e carrega consigo o lema de que é preciso fazer o que se gosta, com muita paixão. Esse último é, sem dúvida, um ingrediente insubstituível na “receita” em busca de sua parte do bolo do sucesso.
Mais que o talento para desenhar, Elizeu Soares Nascimento parece que está sempre se dedicando. Começou como todos os desenhistas, mas trilhou um caminho único. Seu trabalho seduz, tanto que mães da comunidade preferem deixar seus filhos aos cuidados do Elizeu aprendendo a arte de desenhar do que nas ruas. “não acredito que meu filho fez isso” disse Lea Coelho da Conceição ao ver a paisagem que seu filho fez, de fato é arrepiante as crianças realmente aprendem.
Elizeu tem uma oficina de Artes onde deixa seu legado para seus pares na comunidade Queimadense, ele ainda expõe seus quadros em shows, praças, ruas, e as vezes sai pó ai com seus quadros ofertando a primeira pessoa que lhe ceder um sorriso.
Elizeu se destaca também por não aceitar ajuda de políticos e nem cobrar das mães pelas aulas que dar. Ele acredita que aceitar ajuda de políticos é “vender a alma ao Diabo” que, mas cedo ou tarde virá cobrar,
Elizeu é um empreendedor nato afinal ele carrega consigo conhecimento teórico e prático, hoje ele vende as obras de seus pupilos que ajudam a financiar o projeto.
Como você vê o mercado gráfico em geral?
É um setor em crescimento, com muitas possibilidades. Está se tornando um mercado muito atraente, como o de moda, o de perfumes e isso é muito bom. Realmente é uma indústria em ascensão e há muito que fazer nos próximos anos.
Os Americanos e Japoneses como têm realizado um trabalho muito bom, trazendo conceitos que a garotada gosta.
Já que você falou dos próximos anos, quais suas perspectivas para o período em termos de tendências ?
Hoje em dia, o prazer está em ter seu próprio estilo e não em seguir uma determinada moda. Isso é excelente, porque se tem a oportunidade de levar ao publico muitas coisas diferentes. Há muitos riscos, cores e formatos diversos. O publico já esta pronto para consumir o que nossa geração produzira daqui a 10 anos.
O que falta agora é divulgação e haverá mais investimentos nessa área. Falta também um material ainda mais barato para angariar novos leitores, eu ensino Mangá aos meus Alunos.
Por que você decidiu não expor mais nos espaços oficias?
Queremos estar muito mais próximos dos nossos amigos e aproveitar sua companhia. É um grande prazer estar com eles. Aproveitamos o tempo para conversar e ver todas as outras coisas.
Quando um cliente vem até aqui, fica, pelo menos, 30 minutos. Se fosse em um espaço Oficial não passaria mais de 2 minutos. Lá o clima é muito acelerado e intenso e ninguém tem tempo para nada e nossos clientes acabam não tendo tempo para apreciar o nosso produto, para nos ouvir, nem para ver o que estamos fazendo e isso não é legal.
Hoje, se chega um cliente novo, por exemplo, algum gringo poderá atendê-lo com o mesmo padrão de serviço. Por isso, é um prazer trabalhar e apreciar o que estamos fazendo. Não é apenas uma obrigação.
Como você divide seu tempo para controlar o projeto e ainda criar novos quadros?
Eu não controlo, eu gerencio boas e talentosas crianças e alguns adultos é verdade que gostam de desenhar. Eles confiam em mim, eu confio neles e trabalhamos juntos. Minha missão agora é trazer diferentes idéias e diferentes conceitos para meus quadros e para o Projeto. Desde que isso começou a funcionar, minha vida tornou-se bem mais fácil. Quando conversamos pela primeira vez, há 6 anos, tudo era muito mais difícil, porque eu tinha que pensar e fazer muitas coisas sozinho.
Como é vender Quadro?
É um conceito global. Quadros são o negócio principal, mas também tenho uma pequena coleção de Mangas e artesanato..
Eu não tento colocar tanta pressão nos mangas como faço com Quadros. Não quero de fato transformar-me num cara muito difícil. Do jeito que faço hoje em dia é perfeito para mim, porque o mercado não me pressiona para estar pronto em determinado momento, fazer ensaios etc. Mostro a minha coleção quando estiver pronta e, se não estiver, não tenho de mostrar nada. E quero permanecer assim. Além disso, há Artistas muito bons e eu não vejo formas de como competir com eles.
O primeiro bate-papo foi em 2002, publicado no Jornal no GESC Grêmio Estudantil do Colégio São Cristovão. Seis anos depois, tenho o privilégio de entrevistar mais uma vez o promissor desenhista, cartunista, professor enfim o artista Elizeu Soares Nascimento.
Poucos produtos têm o privilégio de serem reconhecidos à distância, ou até mesmo de perto, sem que uma marca esteja estampada neles. É preciso ser muito especial para que se atinja esse patamar, uma honra e tanto. Pois bem Elizeu conseguiu esse feito na comunidade, suas obras são facilmente reconhecidas pelos moradores.
É difícil explicar exatamente o que é, mas quem tem um “convívio básico” com suas obras e um mínimo de olho clínico, é capaz de associá-las a esse que é o maior Artista Plástico de Queimados/RJ.
Tudo começou no fim do ano de 99 , ele mesmo não consegue precisar quandoMas o detalhe é que além de ter 16 anos na época ele é um visionário e carrega consigo o lema de que é preciso fazer o que se gosta, com muita paixão. Esse último é, sem dúvida, um ingrediente insubstituível na “receita” em busca de sua parte do bolo do sucesso.
Mais que o talento para desenhar, Elizeu Soares Nascimento parece que está sempre se dedicando. Começou como todos os desenhistas, mas trilhou um caminho único. Seu trabalho seduz, tanto que mães da comunidade preferem deixar seus filhos aos cuidados do Elizeu aprendendo a arte de desenhar do que nas ruas. “não acredito que meu filho fez isso” disse Lea Coelho da Conceição ao ver a paisagem que seu filho fez, de fato é arrepiante as crianças realmente aprendem.
Elizeu tem uma oficina de Artes onde deixa seu legado para seus pares na comunidade Queimadense, ele ainda expõe seus quadros em shows, praças, ruas, e as vezes sai pó ai com seus quadros ofertando a primeira pessoa que lhe ceder um sorriso.
Elizeu se destaca também por não aceitar ajuda de políticos e nem cobrar das mães pelas aulas que dar. Ele acredita que aceitar ajuda de políticos é “vender a alma ao Diabo” que, mas cedo ou tarde virá cobrar,
Elizeu é um empreendedor nato afinal ele carrega consigo conhecimento teórico e prático, hoje ele vende as obras de seus pupilos que ajudam a financiar o projeto.
Como você vê o mercado gráfico em geral?
É um setor em crescimento, com muitas possibilidades. Está se tornando um mercado muito atraente, como o de moda, o de perfumes e isso é muito bom. Realmente é uma indústria em ascensão e há muito que fazer nos próximos anos.
Os Americanos e Japoneses como têm realizado um trabalho muito bom, trazendo conceitos que a garotada gosta.
Já que você falou dos próximos anos, quais suas perspectivas para o período em termos de tendências ?
Hoje em dia, o prazer está em ter seu próprio estilo e não em seguir uma determinada moda. Isso é excelente, porque se tem a oportunidade de levar ao publico muitas coisas diferentes. Há muitos riscos, cores e formatos diversos. O publico já esta pronto para consumir o que nossa geração produzira daqui a 10 anos.
O que falta agora é divulgação e haverá mais investimentos nessa área. Falta também um material ainda mais barato para angariar novos leitores, eu ensino Mangá aos meus Alunos.
Por que você decidiu não expor mais nos espaços oficias?
Queremos estar muito mais próximos dos nossos amigos e aproveitar sua companhia. É um grande prazer estar com eles. Aproveitamos o tempo para conversar e ver todas as outras coisas.
Quando um cliente vem até aqui, fica, pelo menos, 30 minutos. Se fosse em um espaço Oficial não passaria mais de 2 minutos. Lá o clima é muito acelerado e intenso e ninguém tem tempo para nada e nossos clientes acabam não tendo tempo para apreciar o nosso produto, para nos ouvir, nem para ver o que estamos fazendo e isso não é legal.
Hoje, se chega um cliente novo, por exemplo, algum gringo poderá atendê-lo com o mesmo padrão de serviço. Por isso, é um prazer trabalhar e apreciar o que estamos fazendo. Não é apenas uma obrigação.
Como você divide seu tempo para controlar o projeto e ainda criar novos quadros?
Eu não controlo, eu gerencio boas e talentosas crianças e alguns adultos é verdade que gostam de desenhar. Eles confiam em mim, eu confio neles e trabalhamos juntos. Minha missão agora é trazer diferentes idéias e diferentes conceitos para meus quadros e para o Projeto. Desde que isso começou a funcionar, minha vida tornou-se bem mais fácil. Quando conversamos pela primeira vez, há 6 anos, tudo era muito mais difícil, porque eu tinha que pensar e fazer muitas coisas sozinho.
Como é vender Quadro?
É um conceito global. Quadros são o negócio principal, mas também tenho uma pequena coleção de Mangas e artesanato..
Eu não tento colocar tanta pressão nos mangas como faço com Quadros. Não quero de fato transformar-me num cara muito difícil. Do jeito que faço hoje em dia é perfeito para mim, porque o mercado não me pressiona para estar pronto em determinado momento, fazer ensaios etc. Mostro a minha coleção quando estiver pronta e, se não estiver, não tenho de mostrar nada. E quero permanecer assim. Além disso, há Artistas muito bons e eu não vejo formas de como competir com eles.
Como você definiria Motivação?
É um fator comportamental que pode ou não, ser um diferencial dos indivíduos e seus grupos. É fato que podemos estar momentaneamente empolgados por qualquer coisa, mas no meio profissional, a motivação tem relevância quando estruturada, criada de forma a ser vivenciada e estimulada continuadamente. Por esta razão só acredito em motivação quando temos algo que a movimente (capacidade de transformar sonhos em planos, atitude para conduzi-los e persistência para identificar as variáveis que farão diferenças).
Você acredita que Motivação seja o primeiro passo para que as instituições se engajem em projetos que visem mudanças de comportamento como o seu?
Não. Acredito que o poder da dedicação cria possibilidades de um conhecimento mais homogêneo e de um maior envolvimento dos indivíduos pela troca frente a uma construção mais qualificada dos objetivos. Na verdade ficamos motivados quando nos sentimos úteis e importantes, quando sabemos que somos reconhecidos e usados. Desta forma a qualidade e velocidade do êxito dos projetos dependem da participação plena do grupo, do saber como usa-los e integra-los, para obter o grau do comprometimento necessário. As mudanças de comportamento na verdade estão muito mais pela forma variável e positiva que criamos e equacionamos diante do sucesso ou na forma corretiva para criar melhorias no caso de resultados não tão favoráveis
Quero te agradecer pela bela entrevista e marcar um próximo encontro dessa vez trazer meus colegas da faculdade para conhecê-lo (ele sorri nesse momento).
Gostaria que você deixasse uma mensagem....
È preciso que a população em geral valorize mais o trabalho do artista é inadmissível ver como nossos artistas vivem hoje, a mensagem então é
“a Arte é para a alma o que o pão é para o corpo”
Elizeu Soares Nascimento,